“Bem triste”: desabafa Less após nova derrota da KRÜ no VCT Americas

Em entrevista exclusiva, Less abre o jogo após nova derrota da KRÜ no VCT Americas

Neste domingo, 2 de agosto, a KRÜ Esports voltou a perder no Stage 2 do VCT Americas. Diante da Cloud9, outra equipe que ainda não havia vencido na competição, a organização argentina foi completamente dominada, perdendo por 2 a 0. Com o resultado, o time, que no início do ano era considerado um dos postulantes ao título, segue sem vencer desde maio deste ano. 

Em entrevista exclusiva ao Next Round, Felipe “Less” Basso desabafou sobre o atual momento da KRÜ, sua experiência no EMEA, a boa relação que o elenco tem entre si e como o acompanhamento psicológico o está ajudando. 

LEIA MAIS

A entrada de heat e as dificuldades de encaixe

Com mudanças para o Stage 2, a KRÜ apostou em Olavo “heat” Marcelo para completar a equipe após a saída de Caio “silentzz” Morita. Apesar da mudança, o desempenho e os resultados da equipe acabaram piorando. Segundo Less, eles tentaram mudar e melhorar as coisas, mas nada estava encaixando. 

“A gente achou muitas coisas, estamos mudando muitas coisas, tentando melhorar e mesmo assim não encaixa. Então realmente não sei, eu sinto que a gente ta nadando, nadando e não chega na praia.”

A entrada do heat foi pensada para sanar problemas que a equipe estava tendo em relação a experiência, além da possibilidade de ter mais estilos de jogo com a Operator. Entretanto, com a mudança do meta, a arma acabou ficando um pouco mais fraca e a KRÜ precisou se adaptar. Less acredita que, talvez, o erro da equipe tenha sido seguir essa proposta. 

“Eu sinto que talvez tenha sido esse o nosso erro, em vez de colocar o heat de awp, a gente seguiu o meta.”

O impacto do novo meta no estilo de jogo de Less

Com o meta focando no duplo duelista, e com a Neon e o Phoenix sendo presenças quase garantidas em todas composições, Less destaca que o estilo de jogo dele acaba sendo bem mais punido atualmente. 

“O meu estilo de jogo sempre foi um lurker agressivo, um lurker de trocar um 1v1 rápido. E no meta atual, você não consegue fazer isso. Vou dar um exemplo: se a gente tá jogando Split e o meta sempre foi a Viper jogar sozinha na rampa, hoje em dia é basicamente impossível, por que se eu me mostrar na rampa pode vir uma bang do Phoenix e uma Neon correndo.” 

Para o jogador, os metas de 2023 e 2024 possibilitavam ele explorar mais a sua individualidade. Com isso, o próprio Less optou por adaptar seu jogo ao estilo mais passivo e deixando o seu time jogar mais. 

“2024 e 2023 eram metas onde eu consegui explorar mais a minha individualidade, meus 1v1, porque eu não era tão punido por jogar agressivo. E esse meta eu sou muito punido pela Neon e pelo Phoenix, então isso acaba dificultando o meu estilo de jogo. Por isso eu acabei me adaptando para esse jogo [contra Cloud9], joguei mais passivo, mas infelizmente não deu certo.” 

Bagagem do EMEA e a falta de tempo para treinos

Em relação ao período em que ele e Matias “Saadhak” Delipetro passaram na Europa, Less considera terem sido experiências muito boas e que eles aprenderam muito. Porém, a maioria das coisas aprendidas foi sobre treinos, e eles não estão conseguindo pôr em prática devido à falta de tempo. 

“Eu acredito que as experiências que a gente teve no EMEA foram muito boas, principalmente a do Saadhak. Ele aprendeu bastante coisa na Karmine Corp. Mesmo não tendo bons resultados no ano passado, ele aprendeu muita coisa que trouxe para esse time aqui. Mas as coisas que a gente aprendeu lá foram, principalmente, em relação ao treino, à quantidade de treino e a como treinar. E, infelizmente, a gente não tá com muito tempo para treinar. ”

O “time mais legal” e o estilo quieto dos jogadores

A KRÜ não vive um momento bom no VCT Americas e um dos principais questionamentos em relação a equipe é a comunicação e a progressão durante um round. Na partida de hoje contra a Cloud9, esse fantasma voltou a aparecer. Apesar dos resultados não estarem aparecendo, Less considera esse o time mais legal que ele já teve. 

“Eu acho um pouco complicado esse momento que a gente vive, porque não somos um time, em relação à comunicação, muito animados, por assim dizer, né? Temos eu, o Saadhak e o mwzera, nós três somos bem mais quietos dentro de jogo,  em relação a comemorar, essas coisas, então acaba parecendo que a gente tá um pouco mais quieto.

Mas eu acredito que isso seja só estilo dos jogadores. Eu não acho que isso realmente seja o que está afetando o nosso time, porque mesmo que pareça por fora, já me falaram isso, que a gente tá triste, esse time, para ser bem sincero, é o time mais legal que eu já tive, de todos, com certeza.”

Saúde mental e os desafios por trás do servidor

Para finalizar a entrevista, Less desabafou sobre como está sendo vivenciar esse momento delicado da KRÜ. Além das questões dentro do servidor, o jogador destaca que o ano, por trás das câmeras, também não está sendo fácil. 

“Cara, em relação ao meu pessoal, eu tô bem triste com isso. Eu tinha muitos planos para esse ano, estava muito animado e infelizmente parece que nada tá dando certo. Desde o início do ano parece que nada tá dando certo. Tivemos muita dificuldade por trás das câmeras e foi bastante estresse esse ano.

Eu tô tentando cuidar um pouco da minha mente, por assim dizer, eu estou com acompanhamento, porque realmente é muito difícil viver fora do país e ainda perdendo assim, desse jeito, é muito triste, sabe?”

Confira a entrevista completa no canal oficial do Next Round no Youtube: 

A KRÜ Esports volta a jogar no próximo sábado, dia 8 de agosto, contra a Sentinels. O confronto acontece às 18 horas (horário de Brasília). 

Acompanhe a cobertura completa do cenário competitivo de VALORANT e League of Legends no Twitter (X) do Next Round.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *