“A gente simplesmente não quer mais perder”: tex explica evolução mental do MIBR

O MIBR continuou a sequência de vitórias no Stage 2 do VCT Americas após ganhar da EG pelo placar de 2×0. Além dos resultados mais consistentes neste início de campeonato, a equipe passou a demonstrar mais controle emocional durante as partidas, conseguindo reagir mesmo em momentos adversos e evitando o desespero que marcou parte da temporado. Para tex, essa mudança não aconteceu por acaso.

Em entrevista exclusiva ao Next Round, o jogador revelou que a sequência de eliminações sofridas pela equipe serviu como um ponto de virada para fortalecer o aspecto mental do elenco.

“A gente perdeu três MD5 seguidas. Depois perdemos outra MD3 que valia classificação. A gente simplesmente não quer mais perder. A nossa parte mental definitivamente virou um objetivo. Não é fácil manter um bom mental quando você está perdendo, acho que todo time passa por isso. É realmente uma questão de focar muito nisso, perceber quando a comunicação cai ou quando o clima do time cai, falar sobre isso, mencionar isso, não ter medo de dizer o que está dando errado e corrigir, porque esse é realmente o único jeito. É perceber, durante a partida, que as coisas estão caindo, que todo mundo está desanimado, que parece que todo mundo está derretendo na cadeira. A principal coisa é ter um líder mental no time que diga: ‘Vamos, pessoal. Ainda dá. Vamos jogar um bom Valorant’”

A evolução psicológica da equipe aparece como reflexo de uma série de mudanças implementadas nas últimas semanas. Uma delas foi a troca de liderança dentro do servidor, com Mazino assumindo a função de IGL. Desde então, tanto o desempenho coletivo quanto as atuações individuais de Tex passaram a ser elogiadas pela comunidade, algo que o próprio jogador atribui diretamente ao novo sistema.

MIBR tex (Foto: Heaven Wolf/Riot Games)

Segundo o jogador, Mazino oferece mais liberdade para que ele execute leituras individuais durante as rodadas, principalmente na função de lurker, além de tornar o plano de jogo muito mais claro para todos os jogadores.

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“O Mazino tem um sistema bem diferente de qualquer outro IGL que a gente teve no MIBR. Eu diria que ele realmente me dá muita liberdade para fazer as jogadas que eu quero e confia muito que eu vou acertar os timings e fazer boas jogadas. Mazino é um líder muito bom para o time. Quando a gente está brincando ou distraído nos treinos, ele fala: ‘Ei, o que vocês estão fazendo? Vamos focar.’ Eu diria que minha performance individual melhorou com o Mazino. Acho que ele deixa muito claro o que ele quer fazer em cada round e o que a gente vai acabar fazendo. E isso me ajuda muito, até por saber qual vai ser o último passo do round. Assim eu consigo ajustar os meus timings de lurker e coisas do tipo”

Tex também explicou que a reformulação do MIBR não se resume às calls durante as partidas. Para ele, a principal transformação aconteceu na forma como a equipe trabalha diariamente, mudando completamente o processo de evolução adotado pela comissão técnica.

“No começo é bem estranho entrar em um sistema novo. Eu acho que sistema significa como a gente treina, o que a gente treina, qual é o nosso caminho para evoluir, qual é o nosso processo de evolução. E eu diria que essa é, com certeza, a maior adaptação que você precisa fazer, mas eventualmente você se acostuma. Eu não diria que o dia a dia mudou tanto, mas os nossos mini objetivos durante o dia são diferentes, assim como o que a gente precisa trabalhar e melhorar”

Apesar da melhora recente, o jogador acredita que ainda está longe de atingir seu melhor nível individual. Depois de receber críticas durante o Stage 1, Tex afirma que seu foco continua sendo elevar o próprio padrão de desempenho, independentemente dos elogios recebidos nas últimas semanas.

“Eu sinto que ainda estou longe do nível que eu posso alcançar. Acho que até hoje eu joguei ‘mais ou menos’. Às vezes o jogo simplesmente não vem para você. Você e seu time entram juntos e você acaba sendo o cara que mais morre, isso acontece. Eu diria que minha performance individual melhorou, só que eu ainda estou longe de estar satisfeito. Eu preciso jogar muito melhor em todos os rounds, preciso aumentar o meu nível mínimo. Esse é o ponto mais importante para mim. No Stage 1 eu realmente joguei mal e entendi as críticas que recebi. Claro que eu agradeço por estar recebendo um pouco mais de elogios agora, mas não diria que fico pensando muito nisso. Eu só estou focado em mim mesmo e em ser a melhor versão de mim, porque a melhor versão de mim também é a melhor versão para os meus companheiros e para os fãs”

Assista a entrevista completa:

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