Nesta sexta-feira (21), a FURIA venceu a Evil Geniuses por 2 a 1 e está classificada aos playoffs do VCT Americas. Após uma péssima Fase de Grupos, a organização brasileira deu a volta por cima e segue em busca da vaga no Champions. Vivendo uma montanha-russa de sentimentos durante este ano, Arthur “artzin” Araujo conversou com a gente após a vitória.
Em entrevista exclusiva ao Next Round, artzin comentou sobre a curva de evolução da FURIA, as dificuldades e trocas de elenco durante o ano, a motivação a mais para jogar no Brasil e a tristeza de não poder jogar ao lado do Sacy na Esports Nations Cup.
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A volta por cima e a curva de evolução
O Stage 2 não foi fácil para a FURIA, tanto dentro do servidor quanto fora dele. Antes da atual etapa começar, a equipe teve mudanças no elenco e, após a primeira partida, novas trocas foram feitas. Com a péssima atuação na fase de grupos, a organização também realizou mudanças na estratégia e Luis “basic” Tessaro passou a ser o segundo duelista, como a trocida tanto pedia.
De um 0-5 na fase de grupos, a equipe brasileira conquistou três vitórias seguidas no Play-In e está classificada aos playoffs da competição. Para artzin, o time está em um bom caminho de evolução.
“Eu vejo o meu time em uma curva de evolução no momento, acho que a gente está evoluindo bastante como time. A gente conseguiu encontrar nossa identidade como time, conseguimos encontrar o que funciona”.
A montanha-russa na função de IGL
Os problemas não estavam apenas dentro do servidor, e o elenco pediu para que Arthur deixasse de ser o In-Game Leader (IGL) e Corbin “C0M” Lee assumisse o posto. Porém, após a derrota para a Evil Geniuses durante a fase de grupos, os próprios jogadores pediram para que ele voltasse a ser o IGL. O jogador revela que ficou de boa com a saída, mas que está feliz por eles terem voltado atrás e confiado nele como capitão mais uma vez.
“Para mim foi de boa, eu sei que foi uma decisão um pouco precipitada. Eu realmente entendo que, quando não estamos ganhando, quando estamos em um momento ruim, a gente pensa em diversas soluções e tenta achar solução onde não tem […] Eu to feliz que a galera, principalmente o Shaw, conseguiu perceber que esse não era o problema que a gente tava tendo”.
Além das mudanças no comando da equipe dentro do jogo, a FURIA também passou por algumas trocas no elenco e em composições. De acordo com artzin, apesar das mudanças atrapalharem o desempenho da equipe ao longo do ano, ele está feliz que as apostas estão dando certo agora.
“As mudanças, com certeza, atrapalharam o nosso desempenho como time. Algumas delas foram necessárias e algumas poderiam ter mais um carinho [na hora de realizá-las] […] Eu reconheço que teve mudança que talvez não precisasse, mas a gente mudou para melhor, estamos realmente querendo ganhar. Eu tô muito feliz que a gente decidiu apostar todas as nossas fichas nas mudanças que a gente fez agora e tá dando certo”.
Desgaste mental e o alívio do reset
Durante a conversa, o capitão da FURIA também falou sobre o seu lado mental e o quanto o Stage foi difícil para ele.
“Realmente eu estava com mental um pouco, eu não digo abalado, mas eu sinto que eu estava me estressando muito. Porque eu estava tentando buscar soluções onde, muitas das vezes, não tinha o que fazer. Era realmente deixar o tempo cuidar das coisas. Então, eu fiquei um pouco desesperado nesse Stage 2”.
“Eu tô muito feliz que eu consegui ter esse reset para mim. Eu sei da minha capacidade como jogador e sei da minha capacidade como capitão”.
Artzin também comentou sobre a mudança na rotação dos mapas durante os playoffs e como isso afeta as equipes que estavam no Play-In.
“É um pouco complicado para os times que vêm do Play-In, porque a gente não vai ter tanto tempo para treinar Abyss em comparação aos times que já estavam nos Playoffs e já podem estar treinando. Mas, acontece, é algo que está fora do nosso controle e não tem muito o que a gente possa fazer”.
O baque com a ENC e o sonho frustrado com Sacy
Saindo um pouco do âmbito VCT Americas, artzin criticou o adiamento da Esports Nations Cup (ENC), comentou sobre as boas expectativas para a competição e desabafou sobre não poder jogar ao lado de Gustavo “Sacy” Rossi.
“É muito triste mesmo acontecer do jeito que aconteceu, os caras só postaram no Twitter e não falaram nada para a gente com antecedência. Foi um susto assim e foi um baque. Foi meio que um desânimo, porque a gente estava realmente muito confiante nesse nosso time.
Eu tô muito triste, particularmente, porque eu como jogador, sempre tive o sonho de jogar com o Sacy e agora não vai ser mais possível por causa disso da ENC”.
Confira a entrevista completa no YouTube do Next Round:
Quando artzin e a FURIA voltam a jogar?
Os playoffs do VCT Americas começam na próxima quinta-feira (27) e a FURIA ainda não tem a confirmação de quem será o seu adversário. Porém, por ter se classificado pela chave superior, a organização brasileira sabe que enfrentará LOUD ou Leviatán na primeira rodada.
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