A KRÜ Esports foi eliminada do VCT Americas 2026 Stage 2 após perder para a Evil Geniuses por 2 a 1, no último domingo (23), pelo Play-In da competição. A equipe argentina venceu a Lotus por 13 a 9, mas sofreu a virada após derrotas na Sunset, por 13 a 9, e na Summit, por 13 a 3. Com o resultado, a KRÜ encerrou a temporada sem vaga no VALORANT Champions Shanghai 2026.
Após a partida, Matias “Saadhak” Delipetro conversou com o Next Round sobre o sentimento após a eliminação, os problemas enfrentados pela KRÜ ao longo do ano, a evolução do time nos Play-Ins e a frustração com o adiamento da Americas Nations Cup.
Saadhak lamenta ano difícil da KRÜ
A eliminação contra a Evil Geniuses encerrou uma temporada de altos e baixos para a KRÜ. A equipe começou os Play-Ins com vitória sobre a BESTIA, caiu para a chave inferior após derrota para o MIBR, venceu Fluxo W7M e Sentinels, mas parou na EG antes de alcançar os playoffs.
Para Saadhak, o sentimento após a queda foi difícil de definir. Segundo o jogador, a temporada da KRÜ teve muitos problemas fora do servidor e deixou a sensação de que o time esteve perto de encontrar um caminho melhor em diferentes momentos:
“É um sentimento muito estranho. Olhando o panorama do nosso ano, foi um ano muito difícil, com vários problemas fora do jogo. Era um ano que prometia muito para a gente, mas parece que ficou sempre muito no quase. Muitos jogos do Stage 2 também ficaram no quase. No final, acho que a gente se encontrou um pouco mais, mas continuou sendo um ano difícil”.
O jogador também disse que o fim da temporada deixa uma sensação amarga para o elenco:
“Essas coisas acontecem na competição, mas deixam um gosto amargo, querendo ou não”, completou.
Durante a temporada, o jogador Felipe “Less” Basso destacou a boa relação dentro do elenco. Para Saadhak, essa conexão tornou o fim ainda mais doloroso, mas também foi uma das razões para o time resistir mesmo em meio às dificuldades:
“É um time em que a gente colocou muito coração. Acho que qualquer outro time na nossa situação teria quebrado há muito tempo, por todas as coisas que aconteceram fora do servidor”.
O jogador acredita que a união do grupo ajudou a KRÜ a chegar perto dos playoffs, mesmo depois de uma fase de grupos abaixo do esperado:
“Essa união foi o que nos fez chegar longe no Play-In e quase classificar para os playoffs depois do Stage 2 horroroso que a gente teve”.
Assista também à entrevista com Less e entenda o ponto de vista dos integrantes da KRU:
Anúncio sobre Academy não incomodou Saadhak
Durante a temporada, a KRÜ também anunciou que jogadores da KRÜ SPARK, sua equipe Academy, seriam avaliados em tryouts com o time principal ao fim de 2026, pensando na formação do elenco para 2027. A decisão veio ainda com o ano competitivo em andamento para a equipe principal e levantou dúvidas sobre um possível impacto no ambiente interno.
Para Saadhak, porém, esse tipo de movimento faz parte do cenário competitivo. O capitão afirmou que a organização também precisava se comunicar com a torcida após os resultados abaixo do esperado.
“Eu acho que faz parte da organização comunicar isso para os fãs, principalmente depois do rendimento que a gente estava tendo. Ao mesmo tempo, faz parte da competição. Se você não é bom o suficiente, se não está entregando resultados, é normal que a organização também procure soluções”, disse.
O jogador reconheceu que o momento do anúncio talvez não tenha sido o ideal, mas tratou a situação como parte natural do processo:
“Pode ser que o timing não tenha sido o correto, com certeza. Mas também é isso, faz parte”.
Saadhak comenta frustração com adiamento da Esports Nations Cup
Fora da campanha da KRÜ, Saadhak também falou sobre o adiamento da Esports Nations Cup para 2027. O jogador havia sido escolhido para representar a Argentina e já tinha declarado que disputar o torneio era um sonho pessoal.
“Foi mais uma situação fora do jogo que acabou sendo chata. Eu já ganhei muita coisa representando o Brasil e o orgulho brasileiro. Meu sonho era fechar representando a LATAM no mais alto nível possível”, disse.
O capitão disse que recebeu a notícia com frustração, principalmente por sentir que perdeu mais uma oportunidade de defender a Argentina:
“Dói, machuca. Sinto que foi a segunda chance que me foi tirada sem eu poder sequer participar. Mas entendo que faz parte da vida. Você sempre quer o melhor e se prepara para o pior”.
Mesmo assim, Saadhak afirmou que ainda espera ter a chance de representar o país no futuro:
“Espero ainda ter a chance de representar a Argentina. Se não conseguir, entendo que faz parte. Também vai ter gente talentosa para representar”.
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