A estreia do MIBR no Stage 2 do VCT Americas 2026 terminou com derrota para a NRG. Depois de abrir 10 a 2 na Breeze e sofrer a virada, o time ainda encontrou dificuldades na Summit. Apesar do resultado, aspas acredita que o desempenho mostrou evolução e que o trabalho realizado nas últimas semanas começa a dar resultados.
Em entrevista exclusiva concedida ao Next Round, o duelista comentou os principais fatores que influenciaram a derrota, explicou a mudança na liderança da equipe e falou sobre como encara o desafio de disputar um campeonato sem carregar o rótulo de favorito.
Erros na Breeze e pouco treino na Summit pesaram contra o MIBR
Na avaliação de aspas, a derrota começou a ser construída ainda na Breeze. Mesmo após um excelente lado atacante, no qual o MIBR abriu uma vantagem de 10 a 2, a equipe não conseguiu manter o nível na defesa.
“A gente fez um ótimo half de ataque. Abrir 10 a 2 é uma vantagem gigantesca, mas, no lado de defesa, tomamos muitas decisões erradas que acabaram custando o mapa. Infelizmente, foi isso que aconteceu”
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Já na Summit, o cenário foi diferente. Segundo o duelista, o MIBR praticamente não teve tempo para desenvolver o mapa por conta da disputa da Esports World Cup, que utilizava uma rotação diferente da atual.
“A gente teve pouquíssimo treino na Summit e praticamente não jogou o mapa na ranked, porque durante a EWC ela nem fazia parte da rotação competitiva. Então, entramos no mapa mais perdidos que cego em tiroteio. Além disso, tivemos muita dificuldade para jogar contra o Cypher. Nos poucos treinos que fizemos, não enfrentamos esse agente nenhuma vez. Então, todos os fios, setups e situações que apareceram durante a partida eram novidades para nós”
O brasileiro também explicou que a preparação para a Sunset seguiu o caminho oposto. Depois de vetar o mapa durante a EWC por falta de treino, a equipe aproveitou os poucos dias entre o retorno de Paris e a estreia no Stage 2 para trabalhar especificamente nele.
Mudança de IGL no MIBR
Outra novidade do MIBR para esta etapa é a consolidação de Mazino como IGL da equipe. Embora a mudança já tivesse acontecido durante o classificatório para a Esports World Cup, aspas afirma que a decisão ocorreu de forma natural e agradou todos os envolvidos.
“O estilo de calls do Mazino combina mais com o meta atual. Foi uma decisão em comum acordo. Ele queria assumir essa função e tirar esse peso do Verno acabou sendo muito bom para ele também”

Na visão de aspas, o MIBR ainda está com desempenho em construção, mas já demonstra evolução principalmente no lado atacante.
“Acho que hoje temos um ataque com bons fundamentos e uma gameplay muito boa, mas a defesa acabou nos complicando hoje. Nessa Summit, não foi o caso. Realmente só estávamos perdidos no mapa, não tinha o que fazer”
O duelista também acredita que, em alguns momentos da série, a equipe demorou para reagir às execuções da NRG, permitindo que os adversários utilizassem todas as habilidades antes de serem pressionados.
aspas mantém foco no presente e minimiza pressão por resultados
Ao longo da carreira, aspas já viveu viradas históricas, tanto a favor quanto contra. Por isso, garante que aprendeu a lidar rapidamente com derrotas durante uma série. Segundo o jogador, ficar preso ao mapa anterior só prejudica o restante da partida.
“Quando um mapa acaba, eu simplesmente deixo aquilo para trás. Você precisa manter a cabeça no presente e não carregar pensamentos negativos para o próximo mapa.”
O mesmo pensamento vale para o momento vivido pelo MIBR. Depois de temporadas em que defendia equipes apontadas como favoritas, aspas agora se vê em um momento em que busca provar novamente o seu valor no topo.
Ainda assim, ele garante que nunca deu importância aos rótulos criados pela comunidade. “Sinceramente, nunca pensei se a gente entrava como favorito ou não. Sempre procurei manter os pés no chão. Para mim, isso não muda praticamente nada”, disse.
Papel de liderança do aspas dentro do MIBR
Embora seja um dos jogadores mais experientes do cenário mundial, aspas faz questão de dizer que nunca se enxergou como um líder nato. Na visão do brasileiro, sua principal contribuição acontece através de ser um exemplo para seus companheiros de equipe.
“Honestamente, eu nunca fui um líder nato, nunca fui e nunca vou ser. O que consigo fazer é ajudar dando exemplo na rotina, nos treinos e na forma como trabalho todos os dias. Mas liderar em si, é um papel que eu não faço e nunca vou conseguir fazer”
Quando o MIBR Valorant joga?
O MIBR volta a jogar apenas na próxima rodada, enfrentando a ENVY, na quinta-feira (23), às 18h. Na mesma rodada, a organização também enfrenta a FURIA, no domingo (26), às 21h. Confira o calendário do segundo final de semana (horário de Brasília):
Quinta-feira, 23 de julho
- 18h: Evil Geniuses x LEVIATÁN
- 21h: ENVY x MIBR
Sexta-feira, 24 de julho
- 18h: FURIA x NRG
- 21h: 100 Thieves x KRÜ
Sábado, 25 de julho
- 18h: G2 Esports x Cloud9
- 21h: Sentinels x LOUD
Domingo, 26 de julho
- 18h: ENVY x LEVIATÁN
- 21h: FURIA x MIBR
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