A Nongshim RedForce encerrou sua trajetória no VALORANT Champions 2026 após a derrota para a 100 Thieves, mas chega ao fim da temporada com conquistas importantes no cenário competitivo. Em entrevista à Next Round, Goo “Rb” Sang-min fez um balanço do ano da equipe, que conquistou o Kickoff e o segundo lugar no VCT Pacífico Stage 2 antes de levantar o troféu do Masters Santiago sem perder séries. O jogador também falou sobre os aprendizados do elenco ao longo da temporada, as diferenças entre os estilos de jogo das Américas e do Pacífico e suas previsões para os próximos confrontos do campeonato.
É uma pena ver essa trajetória chegar ao fim neste ano, mas foi uma grande temporada para a Nongshim. Como você avalia este ano para a equipe e para você individualmente?
Goo “Rb” Sang-min: “Acho que, quando olho para este ano, muitas lembranças marcantes vêm à mente. Conseguimos ficar em primeiro lugar no Kickoff Pacífico e, quando fomos ao nosso primeiro Masters, em Santiago, também conseguimos conquistar aquele troféu invicto para o Pacífico. Depois disso, tivemos que lidar com nossas próprias emoções e aprender a conviver melhor uns com os outros. Amadurecemos como pessoas e aprendemos a ser melhores companheiros de equipe. Aprendi muito ao longo desse processo. Quando chegou o Stage 2, também aprendemos a nos recuperar de momentos difíceis, daqueles que deixam uma sensação ruim. No geral, todos nós, como equipe, aprendemos e vivenciamos muita coisa. É assim que eu resumiria este ano.“
Depois de um primeiro mapa difícil, vocês conseguiram se recuperar no segundo, mas acabaram perdendo no terceiro. Como foi a mudança de mentalidade entre o primeiro e o segundo mapa? E o que aconteceu entre o segundo e o terceiro?
Rb: “No primeiro mapa, tentamos mostrar o que havíamos preparado e jogar do nosso jeito. Mas a 100 Thieves também chegou bem preparada, e acho que as coisas não saíram como queríamos. Para o segundo mapa, tentamos manter a confiança e a energia, lembrando que era a nossa escolha. Pensamos que a 100 Thieves provavelmente jogaria com aquela composição e que precisávamos colocar em prática o plano de jogo para o qual havíamos nos preparado. Acho que a principal diferença entre o segundo e o terceiro mapa foi a concentração. Talvez tenha faltado um pouco de foco na nossa maneira de jogar. Deveríamos ter tentado nos concentrar um pouco mais, mas acredito que foi isso que faltou para conseguir fechar a série.”
As equipes do Américas têm um estilo de jogo bem diferente das do Pacífico. Depois de enfrentar a NRG e a 100 Thieves, o que você acha que diferencia as duas regiões? O que mais chama sua atenção?
Rb: “Acho que as duas regiões são bastante parecidas, mas a principal diferença que percebo é que as equipes das Américas, quando entram em um confronto, tentam ser mais agressivas como equipe. Já no Pacífico, as disputas dependem mais do desempenho individual, com os jogadores tentando vencer esses confrontos por conta própria.”

Vocês mudam alguma coisa na preparação para enfrentar essas equipes mais agressivas?
Rb: “Quando analisamos nossos adversários, se eles jogam em um ritmo mais lento e têm um estilo mais defensivo, tentamos responder avançando um pouco mais pelo mapa e sendo mais agressivos no controle de espaço. Já quando enfrentamos equipes mais agressivas, acho que ficamos um pouco mais corajosos e também passamos a jogar de forma mais agressiva.”
E para os jogos de amanhã, quais são suas previsões para LOUD contra NRG e G2 contra Vitality?
Rb: “Para Vitality contra G2, vou apostar na G2. Já para NRG contra LOUD, cheguei a olhar o histórico de confrontos entre as duas equipes, e a NRG leva vantagem. Mas acho que a LOUD também tem chances de vencer, especialmente em campeonatos internacionais. Se a equipe se preparar muito bem e fizer uma boa partida, também pode ganhar esse confronto.”




