
A jogadora japonesa suzu, da FENNEL, falou sobre os desafios de competir no Game Changers Championship 2026, a adaptação ao estilo de jogo do Americas e o impacto de sua trajetória para outras mulheres no VALORANT. Após a derrota da equipe contra a MIBR, a atleta também destacou o desejo de ver mais jogadoras japonesas alcançando os palcos internacionais.
“O que aconteceu com o desempenho da FENNEL na partida e quais foram as principais dificuldades que vocês enfrentaram?“
Suzu “suzu” Sasaki: Mesmo depois de mudarmos a composição, nossas dificuldades ficaram bastante evidentes, especialmente na Ascent. Ainda havia situações às quais não sabíamos como responder e faltava prática com essa composição. Tentamos nos adaptar durante a partida, mas as adversárias acabavam antecipando nossas jogadas e respondendo justamente da maneira que nos colocava em desvantagem. Sentimos que elas estavam no controle da partida e que estávamos jogando exatamente como queriam. Para as próximas partidas, espero que possamos nos preparar melhor para evitar que isso aconteça novamente.
“Quais foram os principais desafios de enfrentar uma equipe do Americas, considerando as diferenças de estilo de jogo em relação à região do Pacífico?“
suzu: Foi desafiador me acostumar ao estilo de jogo do Americas, especialmente ao ritmo das partidas. É algo que precisamos trabalhar nos treinos, mas também precisamos aprender a responder melhor às situações durante o próprio torneio. Teríamos nos beneficiado com mais prática contra esse estilo de jogo, então esse é um dos pontos que precisamos melhorar.

“Esta é sua primeira vez competindo no Brasil. Como tem sido jogar diante da torcida brasileira?“
suzu: Apesar de a torcida apoiar bastante a equipe adversária, os fãs brasileiros também demonstraram carinho por nós. Antes da partida, algumas pessoas acenaram para a gente e nos incentivaram, o que me ajudou a entrar no jogo com uma mentalidade mais tranquila e a encarar a situação de forma equilibrada.
“Você comentou nas redes sociais que ficou surpresa ao encontrar brasileiros que falam japonês e gostam de anime. Como tem sido essa conexão com os fãs brasileiros?”
suzu: Eu não sabia que havia tantas pessoas no Brasil com essa conexão com a cultura japonesa. Foi uma experiência que me permitiu aprender algo novo, e estou muito feliz por estar aqui. Tenho me sentido mais confortável do que esperava.
“Você é uma das jogadoras que atuam como duelista e também já teve experiência como IGL. Como tem sido conciliar essas funções e encontrar seu espaço na equipe?”
suzu: Desde que entrei na FENNEL, a Moco assumiu a função de IGL. Isso me permite jogar de duelista com mais liberdade, e tenho gostado bastante dessa experiência.
Suzu Sasaki também marcou seu nome na história do VALORANT japonês ao se tornar a primeira mulher do país a alcançar o Radiante, o ranque mais alto do modo competitivo do jogo, segundo reportagem publicada pelo portal Fragster em novembro de 2024.
“Você já foi reconhecida como a primeira mulher a alcançar o Radiante no Japão. Quando percebeu que sua trajetória poderia inspirar outras mulheres a jogar VALORANT?”
suzu: Eu simplesmente fazia o que queria fazer e jogava porque amava o jogo. Naquela época, não pensava que poderia estar inspirando outras pessoas. Ultimamente, porém, muitas pessoas têm me dito que sou uma inspiração para outras jogadoras de VALORANT. Estou começando a perceber isso aos poucos, e fico muito feliz em saber que posso ter esse impacto.
“O que você espera para o futuro das mulheres japonesas no cenário competitivo de VALORANT e no Game Changers?”
suzu: Internacionalmente, o Japão tem uma reputação de não ser tão forte nos eSports, especialmente nos jogos de tiro em primeira pessoa. Espero que mais mulheres japonesas se tornem jogadoras capazes de chegar regularmente aos campeonatos internacionais e de alcançar bons resultados nesses torneios. É algo que também quero ajudar a construir.
“Para encerrar, quem você acredita que vencerá o confronto entre SK e NOVA?”
suzu: SK.




