O Fluxo W7M estreou no Play-In do VCT Americas com derrota, por 2×1, para a Cloud9 nesta sexta-feira (14). Apesar do início dominante no seu mapa de escolha, a organização não desempenho bem no restante da série e acabou tomando a virada. Fazendo sua estreia no palco do Tier 1, Carlos “Zanatsu” Eduardo conversou com a gente após o confronto.
Em entrevista exclusiva ao Next Round, Zanatsu comentou sobre o sentimento de estrear no palco do Americas, as dificuldades que sentiu no Tier 1 e o que dificultou o jogo do Fluxo contra a equipe norte-americana.
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A realização de um sonho no palco internacional
Com uma trajetória repleta de altos e baixos, o jogador vive um dos melhores momentos de sua carreira. Após o título no VALORANT Challengers Brazil 2026: Etapa 2, Zanatsu finalmente teve sua oportunidade no Tier 1. Para ele, a sensação é de sonho realizado.
“Cara, foi uma sensação muito boa quando eu entrei no palco ali, é como se tivesse realizando o meu sonho de estar jogando no mais alto nível. Referente ao nervosismo, eu tava bem tranquilo até, tava bem confortável no stage. Foi muito legal jogar.”
O contraste entre o Tier 1 e o cenário brasileiro
Competindo no Tier 1 a primeira vez, o jogador comentou sobre as diferenças que sentiu em relação ao Valorant praticado no Tier 2 do Brasil. De acordo com ele, o nível é bem maior, tanto individualmente quanto no aspecto macro do jogo.
“Eu acho que existe essa diferença por que, por exemplo, os caras aqui jogam contra os melhores sempre, treinam contra os melhores o tempo todo. Então, eles são mais testados nas táticas, individualmente e no macro, eles são testados até o máximo. E isso é um pouco diferente da gente jogando no Brasil, o nível aqui é bem maior.”
Voltando para o confronto contra a Cloud9, a equipe brasileira teve um bom início no seu mapa de escolha, dominando o adversário e fechando o resultado em 13×7. Porém, esse desempenho não voltou a aparecer e o Fluxo somou apenas 8 rounds, 4 em cada, nos dois mapas seguintes. Segundo Zanatsu, os maiores problemas na partida foram a parte tática e as situações de clutch.
“No jogo eu senti que a gente tava atirando bem, eu sinto que a gente não perdeu na mira, a gente perdeu muito no tático, de entrar muito no bomb forte. Perdemos bastante situação de clutch, 3×3, eu perdi bastante clutch ali na Breeze. Eu acho que um time não ganha clutch não consegue ganhar campeonato.”
A importância da experiência de stk e mazin
Apesar dos problemas táticos, o jogador considera que a experiência e conhecimento sobre o VCT Americas de Jordan “stk” Nunes e Matheus “mazin” Araújo os ajudam muito nessas questões.
“O stk ajuda bastante na parte tática e cobra muito a gente sobre realmente não perder os rounds 5 x 4, 5 x 3. De não dar chance para o inimigo. […] E o Mazin dentro de jogo, ele fala muito bem, ele sabe para onde nós temos que ir e tal, a gente às vezes ajuda um pouco, mas a grande maioria é ele falando. Então, ajuda muito os dois terem essa experiência.”
Surpresa com a leitura de jogo da Cloud9
O jogador também comentou sobre as leituras de jogo das equipes do Tier 1, nesse caso a Cloud, e como ficaram surpresos pelas boas leituras tanto dentro do jogo quanto nos treinos anteriormente.
“Foi algo que surpreendeu a gente, nos treinos aconteceu isso também. Os caras conseguiam stackar muito mais rápido o bomb que a gente ia. Os caras pegam info mais rápido, tem uma percepção bem melhor do que está acontecendo no mapa. […] Então, eu acho que é mais a gente se acostumar a esse tipo de jogo e conseguir jogar melhor, ‘macramente’, o mapa.”
Aprendizados e o sentimento após a estreia
Para finalizar a entrevista, Zanatsu comentou o que fica de aprendizado para a sequência do campeonato e o sentimento após a sua estreia no palco do VCT Americas.
“Eu acho que não estava preparado para bastante coisa. Eu morri muitas vezes de costas, algumas vezes que nem a play dos últimos rounds na Split que eu tomei a bang do Omen no céu. Eu nem pensava muito nesta play que eles podiam fazer. […] Então, eu acho que é [o aprendizado] eu estar mais preparado, com a mira mais firme, às vezes eu tava dando uma pinada ali e isso custava o round.”
“Fiquei muito triste de não ter performado do jeito que eu queria na minha estreia, mas acontece, vamos jogar essa lower e tentar dar o nosso melhor.”
Confira a entrevista completa no canal oficial do Next Round no Youtube:
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