Após vitória contra Cloud9, dgzin fala sobre Potter e evolução na EG

Brasileiro falou sobre virada contra a Cloud9, dificuldades com a Operator no meta atual e importância de Potter em sua evolução na EG.

A Evil Geniuses venceu a Cloud9 por 2 a 1, neste domingo (16), pelo Play-In do VCT Americas 2026 Stage 2. A equipe começou atrás na série após perder a Breeze por 13 a 6, mas reagiu na Haven, vencendo por 13 a 6, e fechou o confronto na Sunset, por 13 a 11.

Após a partida, Douglas “dgzin” Silva conversou com o Next Round sobre a vitória, a evolução da equipe durante a série, as dificuldades para jogar de Operator no meta atual e a importância de Christine “Potter” Chi na sua adaptação dentro da EG.

Vitória contra Cloud9 mostra resposta da EG

A Cloud9 vinha de uma sequência positiva e começou melhor a série contra a Evil Geniuses. Na Breeze, a equipe norte-americana dominou o mapa e venceu por 13 a 6. Mesmo assim, dgzin destacou que a EG soube reagir após um começo difícil.

Segundo o brasileiro, a derrota no primeiro mapa não poderia afetar o restante da série, principalmente porque a equipe ainda tinha confiança no próprio map pool.

“Esse tipo de coisa acontece. Às vezes você está dando 100% no servidor, mas o adversário é superior ou as coisas que você treinou não funcionam. Então é parabenizar o outro time e seguir, porque, para ganhar a série, você precisa vencer dois mapas. Eu falei para o time esquecer o que tinha acontecido, jogar água no rosto e lembrar que ainda tinha jogo”, disse.

Para dgzin, o resultado também mostra uma evolução da EG em relação a partidas anteriores, em que a equipe chegou a deixar vantagens escaparem.

“Hoje quase aconteceu de novo, mas a experiência e as coisas que a gente aprende quando perde fizeram com que isso não se repetisse. Com certeza essa vitória é muito importante para a gente”, afirmou.

Operator fica mais difícil no meta atual

Conhecido pela força com a Operator, dgzin também falou sobre os desafios de encontrar impacto com a arma no meta atual. Com composições de dois duelistas ou dois controladores, o brasileiro acredita que os espaços ficaram mais difíceis para jogadores que dependem de linhas longas e picks iniciais.

“Hoje em dia está muito difícil jogar de Operator. A galera não dá tanta chance, joga com muitas composições de double duel ou double controlador e corta várias linhas importantes”, afirmou.

Apesar disso, dgzin explicou que ainda busca formas de surpreender os adversários com a arma, principalmente por jogar de Neon.

“Por eu jogar de Neon, a Operator hoje é algo que eu preciso puxar mais para surpreender. Eu mostro o jogo primeiro, depois puxo a AWP e tento pegar uma exposição diferente. Mas está difícil, não vou mentir”, disse.

Potter dá confiança para dgzin assumir mais voz

Um dos pontos mais importantes da entrevista foi a relação de dgzin com Potter. O jogador afirmou que a treinadora conseguiu enxergar nele uma voz importante para a equipe, mesmo com o brasileiro ainda em processo de evolução no inglês.

Potter e dgzin pela Evil Geniuses; a coach apostou no brasileiro após tryouts realizados antes da temporada 2026. – Foto: Colin Young-Wolff/Riot Games

“Ela me fez identificar o poder que eu tenho. Mesmo com o inglês que estou aprendendo, ela me dá a responsabilidade de ser líder. Ela enxergou que a minha voz é importante e que as coisas que eu tenho para passar também são importantes”, disse.

dgzin também destacou a confiança que Potter passa no dia a dia. Segundo ele, a treinadora ajuda a simplificar decisões e evita que ele pense demais antes dos jogos.

“Ela passa muita confiança para mim. Todo dia me ensina coisas novas, simplifica o que eu preciso fazer e reforça antes dos jogos e dos treinos: não pensa demais, faz o seu trabalho, você é muito bom fazendo isso”, afirmou.

dgzin fala sobre representar quem veio de realidade parecida

Fora do servidor, dgzin também comentou o impacto da própria trajetória. O jogador disse que recebe mensagens de jovens que se inspiram em sua história e reconheceu que sua carreira passou a representar algo maior do que apenas os próprios resultados.

“Eu recebo muita mensagem de moleque sonhador, como eu fui. Às vezes eu até esqueço, mas o meu time faz questão de lembrar quem eu sou e o quanto eu posso ser importante”, disse.

O brasileiro também falou sobre as dificuldades pessoais que enfrentou antes de chegar ao VALORANT e reforçou a mensagem que gostaria de deixar para quem acompanha sua caminhada.

“Quando eu parar de jogar, quero deixar a mensagem de que, se você acredita que é capaz, precisa acreditar nisso. A sua autoconfiança é uma das coisas mais importantes da vida. Não deixe ninguém falar que você não é capaz. Se alguém disser isso, eu vou estar aqui para dizer que você é capaz”, completou.

A Evil Geniuses volta ao servidor na sexta-feira (21), às 21h, pelo horário de Brasília, contra a FURIA. A partida vale vaga direta na chave superior dos playoffs do VCT Americas 2026 Stage 2.

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