mwzera avalia derrota da KRÜ para o MIBR no VCT Americas

Em entrevista exclusiva, mwzera comenta a derrota da KRÜ para o MIBR no VCT Americas, exalta sua boa fase individual e foca no duelo contra o Fluxo.

Neste sábado, 15 de agosto, a KRÜ Esports enfrentou o MIBR nos Play-Ins do VCT Americas. Apesar do bom início na Breeze, a equipe não se encontrou mais no servidor e acabou sendo derrotada por 2 a 0. Vivendo um bom momento individual, Leonardo “mwzera” Serrati conversou com a gente após o revés.

Em entrevista exclusiva ao Next Round, mwzera comentou o seu bom momento individual, os erros que custaram a vitória contra o MIBR, a relação com o atual elenco da KRÜ e as expectativas para o restante do campeonato.

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Boa fase individual e o retorno da confiança

Apesar do momento de instabilidade vivido pela KRÜ durante a atual etapa do VCT Americas, mwzera vive uma fase com grandes performances dentro do servidor. Para o jogador, o fator determinante para esse desempenho é estar conseguindo jogar o seu jogo.

“Eu acho que estou tendo mais oportunidade de jogar meu jogo nesses Play-Ins. Eu acho que eu estou tentando focar mais no meu individual, em relação a criar micro plays para eu conseguir estar ativo na partida, porque, querendo ou não, às vezes você fica um pouco off, dependendo do que você está fazendo”

Mwzera destaca também que não tem se importado tanto com os números individuais, principalmente pelos resultados positivos da equipe não estarem aparecendo. Segundo ele, é melhor não jogar bem e ganhar do que o contrário.

“Eu não me importo muito com isso porque, querendo ou não, prefiro não jogar tão bem e ganhar do que, tipo hoje, por exemplo, eu estava performando muito bem e a gente acabou perdendo de 2 a 0, né?”

Diferente da última vez que esteve nas franquias, o jogador comenta que está feliz e com mais confiança em relação à sua performance nos jogos.

“Eu acho que mais em 2024 do que 2023 eu não estava conseguindo performar tanto aqui. E voltando agora, eu acho que esse ano vem sendo bem bom para mim, individualmente, comparado a esse 2024, sabe? Porque, querendo ou não, você acaba ficando um pouco sem confiança, você acha que não troca com os caras. E, cara, eu tô bem feliz em relação a isso”

Adaptação nas composições e o apagão na Breeze

A KRÜ começou o Stage 2 apostando em composições com dois duelistas, algo mais próximo do meta atual do VALORANT. Com os resultados e o desempenho não aparecendo, a equipe resolveu buscar algo mais próximo à sua identidade e está com uma composição mais fixa com dois iniciadores. O jogador comentou sobre esta situação e também falou o que faltou para vencer a partida contra o MIBR.

“Eu acho que a gente encontrou o conforto do time. Eu acho que hoje, sendo bem sincero, faltou um pouco de se adaptar ao que o MIBR estava fazendo. […] Faltou encaixar esses roundzinhos e se adaptar um pouco melhor na Sunset, porque eu senti que, principalmente quando virou o half, eles vieram com uma postura um pouco antitática. A gente jogou muito bem a Sunset no ataque nas últimas duas séries, então acho que faltou a gente improvisar um pouco mais algumas coisas novas e ficou um pouco mais fácil para eles”

O jogo até começou bem para a KRÜ e a equipe abriu um 4 a 0 no início da Breeze. Porém, após o primeiro ponto do MIBR, a organização argentina só fez mais dois pontos e acabou derrotada por 13 a 6.

“Foram rounds muito apertados em que você precisa resetar um pouco em relação a isso e continuar fazendo as coisas que você estava fazendo ali no meio da partida. Então, acho que a gente não resetou, meio que deixou os caras pegarem o momento deles no jogo e, inconscientemente, a gente se abalou um pouco em relação a isso. E, cara, são coisas que acontecem. Não era para acontecer, principalmente no jogo de hoje, que era um jogo mais importante”

O map pool e o desafio da comunicação nos rounds

Durante a conversa, o jogador também comentou sobre como enxerga o atual map pool da KRÜ, já que a equipe segue jogando uma Breeze em que venceu apenas uma vez neste Stage 2.

“Eu acho que é complicado porque a gente já tem o permaban, não tem muito o que fazer. A gente acaba jogando bem nos treinos, a gente entra confiante, não tem para onde correr. Eu acho que é muito detalhe também, apesar dos placares. No último placar contra a Bestia, eu acho que realmente eles foram superiores a gente, mas a maioria dos jogos na Breeze é muito um roundzinho que a gente sente muito ou que a gente toma um snowball, e que, se a gente vencesse esse round, seria completamente diferente, sabe?”

Mwzera também destacou um questionamento recorrente sobre esse atual elenco da KRÜ: a comunicação e a progressão durante os rounds, o motivo de em alguns momentos a equipe parecer descoordenada e até mesmo atrapalhada para fazer uma jogada.

“Isso acontece, é normal às vezes você coordenar uma jogada e ela não ser bem executada, mas isso depende de você estar confortável fazendo essa jogada, se você está fazendo isso porque realmente sabe o que está acontecendo ou se está fazendo no instinto. Eu acho que às vezes a gente só entra em situações ou tenta criar jogadas em momentos em que estamos muito em desvantagem e acaba parecendo uma bagunça”

A união do elenco e o duelo brasileiro contra o Fluxo

Em recente conversa com o Next Round, Felipe “Less” Basso comentou o quanto o elenco é unido fora do servidor e como esse é o time mais legal que ele já teve. Para mwzera, esse sentimento é recíproco, o que acaba tornando o atual momento de dificuldade ainda mais doloroso.

“Eu acho que foi o melhor [time] que eu já tive. A gente se dá muito bem fora do jogo, a gente conversa, a gente se dá feedback. Falamos de coisas pessoais, de família, estamos sempre tentando ajudar o outro. […] Por isso que às vezes é até mais frustrante perder com esse time”

Para finalizar a entrevista, o jogador brasileiro projetou o próximo confronto contra o Fluxo W7M e o sentimento de enfrentar uma organização do Brasil com ex-companheiros de equipe em um jogo eliminatório.

“Eu acho que para esse próximo jogo, além de entrar com esse certo respeito em relação a não desmerecer o adversário, a gente tem que tentar aproveitar mais o momento do nosso jogo quando estiver na vantagem, quando estiver ganhando. Porque, querendo ou não, isso ajuda muito a gente a snowballar o jogo”

“Eu já joguei com o jotinha (jzz) e mazin daquele time, e eu sei que os meninos são bons, têm boas ideias de jogo. Eu respeito bastante os moleques.”

Entrevista completa em breve no YouTube do Next Round. 

Quando mwzera e a KRÜ voltam a jogar?

A KRÜ volta a jogar na próxima quinta-feira, 20 de agosto, às 21 horas (horário de Brasília). A organização argentina enfrenta o Fluxo W7M valendo a vida no Play-In do VCT Americas. 

Acompanhe a cobertura completa do cenário competitivo de VALORANT e League of Legends no Twitter (X) do Next Round. 

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