O MIBR venceu a KRÜ Esports em sua estreia no Play-In e está a uma vitória de se classificar para a próxima fase do VCT Americas. Com um 13×6 nos dois mapas jogados, a organização brasileira espanta qualquer indício de crise após não se classificar de forma direta aos playoffs. O confronto também marcou o reencontro entre aspas, Less e saadhak que não se enfrentavam desde 2024.
Em entrevista exclusiva ao Next Round, Erick “aspas” Santos destaca como foi bom enfrentar seus ex-companheiros de equipe, comentou sobre evolução do lado defensivo do MIBR e até brincou sobre uma possível utilização do Phoenix ou outros duelistas em um futuro próximo.
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O reencontro com ex-companheiros e o lado bom do Play-In
Antes da partida começar, os olhos se voltavam ao reencontro dos campeões do Champions em 2022 pela LOUD. Para aspas, é sempre divertido jogar contra os seus ex-companheiros dessa época. O jogador até revelou que eles gravaram um conteúdo que irá sair nos próximos dias.
“Foi uma partida legal. Sempre é legal jogar contra a rapaziada de 2022. Então, foi uma partida ‘da hora’. É bom rever eles. A gente conversou um pouquinho do lado de fora também, eu e o Less gravamos um conteúdo que vai sair depois. É bem ‘da hora’ tá revendo eles”
Em relação a não classificação direta aos playoffs, aspas comentou que apesar de preferir ter classificado, o Play-In pode ajudá-los a resolver certos pontos da equipe.
“Teria sido melhor se a gente tivesse ido direto para os playoffs pelo fator dos dias [de descanso], mas levando as coisas pelo lado positivo, os Play-Ins é basicamente mais jogos, mais experiência do time ali no palco, mais confiança, dependendo de como for os resultados. Então, acaba que esse passo a mais que a gente dá aqui andando pelos Play-Ins pode acabar sendo bom para o time”
Ajustes na defesa e mistério nas composições
Um dos problemas recorrentes do atual elenco do MIBR são os lados de defesa durante a partida. Na Breeze, por exemplo, a equipe tinha uma taxa de 32% de vitória quando estava defendendo. Contra a KRÜ neste sábado, 15 de agosto, eles parecem ter encontrado o caminho para melhor essa estatística.
“Eu acho que foi a forma que a gente jogou hoje. A gente percebeu que não estava dando certo no começo, tanto que começou 4 a 0 para eles na defesa. A gente entendeu o que é que tava dando errado ali e eu acho que uma coisa que que foi uma a mais mesmo também foi a ‘awp”. […] Eles estavam jogando bem lento e tentando conseguir esses piques no começo do round. Mas sempre estando bem espalhado pelo mapa e jogando lento. Então, quando a gente entendeu isso, a gente parou de dar essas primeiras kills muito cedo e começou a dar certo as coisas”
Durante a atual etapa do VCT Americas, aspas jogou apenas com dois duelistas: a Neon e a Jett, com a primeira tendo uma porcentagem de utilização bem maior. Em seu canal do Youtube, porém, foi postado um vídeo no qual ele está de Phoenix em uma Ascent. Quando perguntado sobre, o jogador, em tom descontraído, comentou sobre a possibilidade de novos agentes aparecerem nas composições do MIBR.
“Segredo… Mas, é segredo, né? Não tem como contar isso. Não dá para vazar essas informações confidenciais de composição. [risadas] Mas quem sabe aparece aí, talvez apareça, talvez não apareça, mas é algo que não tem como eu te contar”
Postura proativa e a fuga da pressão
Apesar do map pool diverso do MIBR, a organização ainda encontra algumas dificuldades em seus jogos, principalmente no lado defensivo dos mapas. Para aspas, a equipe conseguiu dar uma evolução considerável nesse aspecto negativo.
“Acho que o principal ponto fraco é o nosso lado de defesa, mas ele teve uma considerável evolução, tá muito melhor comparado com antes, a gente conseguiu dar uma boa evoluída no nosso lado de defesa. […] A inconstância é algo que a gente tá conseguindo corrigir também, a gente tá conseguindo desempenhar melhor”
Sobre a comunicação, coordenação de jogadas e progressão da equipe durante os rounds, o duelista destacou que eles estão mais proativos e com uma melhor adaptação nas partidas.
“A gente tá sendo mais proativo. A gente tá jogando mais na cara do time inimigo, em vez de ser bem passivo. Mas também a gente entende que, dependendo do estilo de jogo que o time inimigo estiver fazendo, a gente tem que dar esse passo para trás, não dá sempre para jogar para frente, porque depende bastante de como o time inimigo está jogando, mas a gente tá sendo mais proativo no geral”
Para finalizar a conversa, aspas comentou sobre o atual momento e como ele e o elenco estão lidando com as questões relacionadas à pressão.
“Eu acho que a gente tá levando essas coisas de pressão de forma mais leve. Eu to focando no que eu tenho controle sobre e sobre as coisas que eu não tenho controle, eu tô deixando para lá, como se eu tivesse me fechado numa bolha e eu sinto que isso tá me ajudando bastante. Tá pensando em coisas que eu não tenho controle, antes era algo que estava me afetando muito e não tá fazendo isso agora, é algo que tá me ajudando bastante e dá uma sensação de leveza”
Assista a entrevista completa no YouTube:
Quando aspas e o MIBR voltam a jogar?
O MIBR volta a jogar na próxima sexta-feira, 21 de agosto, às 18 horas (horário de Brasília). A organização brasileira enfrenta a Envy valendo a classificação para os playoffs do VCT Americas. Em caso de derrota, a equipe terá mais uma chance de se classificar através da Lower.
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