A 2GAME Esports voltou ao palco do VCT Americas nesta sexta-feira, 14 de agosto, pelo Play-In. Em clássico brasileiro contra a FURIA, a equipe do Tier 2 começou bem, mas acabou sendo superada pela Pantera por 2×1 de virada. Também fazendo sua reestreia na competição, Gabriel “qck” Lima conversou com a gente após o revés.
Em entrevista exclusiva ao Next Round, qck comentou sobre o sentimento de voltar ao palco do Americas, a importância da classificação com a 2GAME e o que deu errado na partida contra a FURIA.
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A importância da trajetória e a resiliência da 2GAME
De volta ao VCT Americas após 2 anos, o jogador destacou o sentimento de estar no Tier 1 novamente e a importante trajetória da equipe.
“O sentimento é muito bom, por mais que a gente tenha perdido hoje infelizmente, eu não posso deixar que uma derrota apague toda a trajetória do time. Eu to muito chateado com a derrota de hoje, mas muito feliz com tudo que a gente fez para chegar até aqui.”
Qck destaca que na época da FURIA ele se acostumou a classificar para competições internacionais, como o Champions, devido ao formato. Já na época da LOUD, o time era muito bom e muito experiente, então a classificação não era algo distante. Apesar disso, a classificação para o Play-In com a 2G foi a vitória mais importante de sua carreira.
“Aqui na 2G a gente montou um time do zero, com jogadores que já eram experientes, mas que ainda não tinham uma relevância absurda no cenário igual na LOUD, por exemplo. E a gente teve que trabalhar muito e se alinhar muito como time.”
O jogador também comenta sobre os problemas enfrentados durante toda essa trajetória da equipe, principalmente a situação que passaram no LCQ, no México.
“A gente teve muitos problemas, problemas de visto [do Xenom], teve o Tech Check no México. A gente pegou top 2 nos dois splits do VCB, então o nosso time foi muito resiliente e isso que me traz esse sentimento de vitória mais importante.”
Tier 1 vs. Tier 2: diferença de nível diminuiu
Em relação ao nível atual do VCT Americas, qck acha que a diferença para as equipes do Tier 2 diminuiu um pouco e está mais equiparado hoje em dia.
“Eu sinto que falando de Challengers para VCT, hoje o nível é um pouco mais igual. Claro que tem times que destoam bastante, mas é mais jogável. Eu sinto que na época de 2023 ou 2024, os times da franquia eram absurdamente melhores que os times dos Challengers e hoje eu já não sinto que é assim. Então, acho que o nível hoje está mais equiparado.”
O fator surpresa da FURIA e os erros na Sunset
Para o confronto desta sexta-feira (14), a equipe da 2G acabou sendo surpreendida com a composição da FURIA com dois duelistas. Apesar da surpresa, qck destacou que estavam acostumados a treinar e jogar contra essas composições.
“Na verdade a gente não esperava, deu uma certa surpresa sim, mas não é algo extremamente difícil de se adaptar. É algo bem adaptável no jogo, a gente é acostumado a treinar contra double duelista, então por mais que eles não estavam usando antes, a gente treinou contra vários times que estavam usando. Claro que o Basic que amassou de Phoenix e deu uma ajudada boa nos caras, mas a gente já estava acostumado com esse estilo de jogo.”
A 2G começou bem e venceu o seu mapa de escolha contra a FURIA. Na Split, porém, acabou não conseguindo desempenhar e perdeu por 13×7. Por fim, na Sunset, a equipe também teve um bom início, mas não conseguiu colocar o ataque em jogo e tomou a virada.
Para qck, o que faltou para sair com a vitória no confronto foi ter mais segurança nas decisões.
“Na Sunset, sendo bem sincero, a gente não podia ter tomado o 3×0 quando o half virou. A gente virou 8×4 e perdeu três rounds seguidos. A gente não pode perder o pistol, o eco e o bônus, principalmente do jeito que a gente jogou o round, bem espalhado e bem separado. Não é assim que tem que ser jogado. Faltou um pouco mais de segurança no que a gente tava fazendo, fazer um pouco mais o básico bem feito do que tentar estar sempre um passo à frente dos caras.”
Falha na comunicação e a necessidade de ser agressivo
No final da conversa, o jogador comentou sobre o que precisam fazer para serem mais consistentes dentro do servidor e o que fica de aprendizado para o restante do campeonato.
“A gente tem boas ideias, boas adaptações e reações, só que muitas vezes dentro do jogo a gente acaba não se escutando da forma correta ou fazendo jogadas muito diferentes e não se complementando. Então acho que o principal é se escutar e entender o que tem que ser feito, tem que ser conversado. Muitas vezes no round a gente nem conversou e acabou perdendo.”
“Eu senti que hoje a gente podia ter entregue mais dentro do servidor, ter tentado mais coisa, ter sido mais agressivo. Eu senti que o time ficou muito passivo e esse não era o nosso estilo de jogo, então, principalmente agora que é um jogo eliminatório, a gente tem que entrar com tudo e se ganhar ganhou, perder perdeu, mas a gente tem que ser nós mesmos dentro do servidor.”
Confira a entrevista completa no canal oficial do Next Round no Youtube:
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